A voz das mulheres

Destaque

Cada vez mais os esportes americanos têm crescido no Brasil, por “n” fatores, seja pela transmissão, pela organização, pelo espetáculo em si e também pela maior abertura dos canais de informação para facilitar a compreensão desses esportes.

Com o futebol americano não é diferente, no Brasil estamos vivendo a maior expansão do esporte já vivida e com perspectivas ainda maiores, são inúmeros times masculinos e femininos espalhados pelos Brasil, incontáveis páginas e blogs dedicados as torcidas, as regras e um público com sede de FA.

Vocês, mulheres, correspondem hoje a 31% do público que assiste a NFL no Brasil e a proporção do público feminino e masculino simplesmente mudou de forma abrupta ao longo dos 10 últimos anos. Em 2008, as mulheres pegavam cerca de 25-30% da parcela… em uma pesquisa realizada 2018, já estão com cerca de 50%! Isso é maravilhoso! Os dados acima citadas foram de uma pesquisa realizada pelo site NFL de Bolsa, uma equipe fantástica de mulheres que trazem informações de um jeito todo especial, carregando o slogan de que “Futebol Americano é coisa de mulher sim

E não duvidamos disso! Começando uma série de postagens acerca das mulheres no futebol americano e especificamente no Seahawks, queremos conhecer melhor nossas leitoras. Respondam esse pequeno questionário, que não leva nem 3 minutos para terminar: Continue lendo “A voz das mulheres”

Há cura para síndrome do pato?

Você já ouviu falar na síndrome do pato?

Os bichos da floresta estavam em polvorosa, pois ultimamente vinham aparecendo, por aquelas bandas, terríveis caçadores, que matavam quem encontrassem pelo caminho. Certo dia, reuniram-se à margem do lago um pássaro, um peixe, um coelho e um pato, que conversavam sobre o que cada um poderia fazer, caso aparecesse algum caçador.

Dizia o pássaro: “Ah, se aparecer algum caçador, eu saio voando como um foguete. Com toda a minha força e habilidade, não tem como ele me acertar, pois ninguém consegue voar mais rápido do que eu.”

O peixe olhou para o pássaro e comentou: “Quanto a mim, se esse tal caçador aparecer, eu mergulho no lago e nado como nunca. Com a minha destreza e velocidade, ninguém nada melhor do que eu.”

O coelho, por sua vez, ponderou: “No meu caso, não tenho nem o que pensar. Corro o mais veloz que puder. Com toda a minha elasticidade e leveza, vocês acham que alguém me alcançaria?”

O pato, demonstrando um certo ar de superioridade, deu um passo à frente e declarou: “Coitados de vocês, companheiros! Tão limitados! Se aparecer algum caçador, eu não terei problema algum, pois eu sei fazer tudo isso que vocês dizem que fazem: eu nado, corro e vôo. No momento certo, utilizo qualquer uma dessas habilidades.”

De repente, surge um caçador e, mais que depressa, o pássaro voou, o coelho saiu em disparada e o peixe entrou no lado e nadou bem fundo. O pato, porém, foi apanhado. Literalmente, “pagou o pato”. Mesmo tendo todas as habilidades dos demais, não tinha desenvolvido nenhuma com excelência.

O pato anda, voa e nada, só que não faz nada de forma excepcional, ou seja, faz tudo sem fazer nada bem. Pocic é o pato do elenco dos Seahawks.

Escolher um center na segunda rodada do draft, logo depois de renovar o contrato do seu center principal, Justin Britt, é um pouco estranho. Sendo assim, Pocic ficou numa névoa, sem posição definida chegando a atuar em todas as posições da linha, com a exceção de LT.

Pocic veio da universidade de LSU, ou seja, tem pedigree principalmente por ele ter feito parte da linha que abriu espaços para Fournette se tornar uma das primeiras escolhas do draft. Teve 27 jogos como center, 9 como right guard e 1 como right tackle . Ele chegou ao draft como um dos centers mais bem cotados, juntamente com Pat Elflein que foi escolhido pelos Vikings.

Após o time acumular picks e sobre a batuta de Cable, Pocic foi selecionado tendo como um dos maiores pontos positivos a versatilidade. Então o primeiro passo para Pocic é definir seu estilo de jogo, inclusive sua posição. Não adianta ganhar peso, se especializar em várias posições e técnicas, se um ano ele fará isso para center, outro para guard e outro para tackle. Até porque numa mudança de lado, a memória muscular acusa, quanto mais uma mudança de posição, em que os papéis são bem diferentes. Talvez por isso, ele pareça estar meio perdido em campo.

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Conheça Poona Ford, um dos rookies mais subestimados dessa classe

Você confiaria num defensive tackle que tem o mesmo tamanho que Russell Wilson? Vendo desse prisma, provavelmente diria não. Entretanto Poona Ford veio para mostrar que esses padrões de tamanho da NFL estão totalmente equivocados, assim como Doug Baldwin, Julian Edelman e Chris Harris Jr que também provaram isso.

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Vamos do início:

Poona Ford jogou em Texas, onde registrou 133 tackles, 20.5 tackles para perda de jardas, 4 sacks, forçou 3 fumbles, recuperou 2 e ainda desviou 2 passes. Texas tinha ótimos nomes ano passado, tais como: o safety DeShon Elliott, o cornerback Holton Hill, o linebacker Malik Jefferson, o punter Michael Dickson e o guard/tackle Connor Williams. Diferente dos seus companheiros, Ford não recebeu o convite para o combine, mesmo tendo sido um dos melhores jogadores do East-West Shrine Game e do Senior Bowl, alinhando e ganhando de prospectos vistos como de topo, como o guard Will Hernandez. Continue lendo “Conheça Poona Ford, um dos rookies mais subestimados dessa classe”

Mais um case de sucesso: A conversão SS>CB de Tre Flowers

Nesse post iremos analisar o ano de Flowers, assim como trouxemos o ano de Brown anteriormente. Ele foi um dos jogadores mais regulares da equipe em geral, e talvez a escolha que mais rendeu na equipe nesse último draft (mais a frente analisaremos a classe por completa). Tre Flowers nada mais é do que mais um caso de sucesso de Carroll/Schneider. Sou suspeito para falar porque sou um grande entusiasta desses projetos de conversão, por isso torci muito por ele esse ano numa temporada que teve saldo positivo para o CB.

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Tudo que você precisa saber para o começo da offseason

A offseason vai chegando, para nós pelo menos :'(,e vão aparecendo alguns termos que podem gerar dúvidas. RFA? UFA? ERFA? Não precisa se assustar com os termos, iremos explicar tudo aqui nesse post, bem como mostrar quais dos nossos jogadores estão em cada uma dessas situações.

Unrestricted Free Agents (UFA)

Estes são os mais comuns e mais simples. Para ser um free agent irrestrito, é necessário ter pelo menos 4 temporadas acumuladas. Uma temporada acumulada é uma temporada em que o jogador esteve no elenco por pelo menos 6 jogos da temporada regular. O tempo em time de treino não conta!

Esse tipo de free agent pode acertar com qualquer time, sem restrição. Dependendo do acerto (termos de valor $$) do UFA, ele pode gerar uma escolha compensatória ao seu antigo time, ajudando os times que perderam mais jogadores “valiosos” do que ganharam.

Vamos abaixo lista dos jogadores de Seattle que estão nessa situação, fazendo uma pequena análise: Continue lendo “Tudo que você precisa saber para o começo da offseason”

Verdades inconvenientes que ninguém quer ler sobre o fim da temporada

Com a eliminação a caça às bruxas começa, e a mistura da raiva e frustração acabam trazendo julgamentos incorretos. Então aqui vão algumas verdades que ninguém quer ler…

Estabelecer o jogo corrido nunca foi o problema

Muita gente acha que investir no jogo corrido é um pensamento atrasado. Apesar da NFL estar evoluindo e o jogo corrido estar ficando um pouco mais de lado, voltar a estabelecer o jogo corrido foi importante e fundamental para nós esse ano. Saímos de um ano péssimo em que tudo ficou nas costas de Wilson, para ser o time número um no jogo corrido. O que essa mudança ocasionou? Diminuímos a quantidade de sacks em Wilson em relação ao ano passado (mantendo ele mais longe da morte eminente), e essa abordagem encaixou bem com os jogadores que tínhamos a disposição. Fluker e Sweezy vieram da free agency e tinham como principal força o jogo corrido, além disso, Ifedi foi um jogador que apareceu muito mais esse ano, quando sua capacidade física foi mais utilizada em detrimento do seu processamento de jogo, e dessa forma saiu de um jogador que só tinha partidas ruins para um jogador que teve seus bons momentos esse ano. Continue lendo “Verdades inconvenientes que ninguém quer ler sobre o fim da temporada”

Análise Seattle Seahawks 22 x 24 Dallas Cowboys

Bom, foi preciso de algum tempo para escrever esse post, para tentar evitar que o texto ficasse cheio dos sentimentos vindo da derrota. Não será fácil mas vamos tentar. Merecíamos muito ter ido mais adiante pela temporada, e muito mais pelo adversário, mas agora é planejar 2019.

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